<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener("load", function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=7121450514890019997&amp;blogName=Musicow&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=BLUE&amp;layoutType=CLASSIC&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fmusicow.blogspot.com%2Fsearch&amp;blogLocale=pt_BR&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fmusicow.blogspot.com%2F" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" allowtransparency="true" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div></div>
UMA PAUSA DE MIL COMPASSOS...
sexta-feira, 19 de setembro de 2008


Queridos leitores e amigos!

Gostaria de informar a vocês que o Blog Musicow entrará em pausa por tempo indeterminado.

O motivo desta pausa é que eu estou escrevendo um outro blog!!

Minha cara isso, né?
Mal comecei um, já vou pulando pra outro hahahahaha!!

Mas é por um motivo muuuito nobre e que está, literalmente, tirando o meu sono!!

Prometo que também vai haver muita música por lá - e conto com a presença de vocês nesta nova fase da minha vida virtual (e real!!).

A partir de agora, a gente se encontra no Umbigo Especial (clique aí para acessar ou procure o línque na coluna da esquerda!!).

Beijo grande procês!!

E, como eu sempre digo, saúúúúde!!!


Por Maria Fernanda Torres às 16:05
"Dígue Jegue!" 0 Comentários


Desempregando músicos
quarta-feira, 20 de agosto de 2008


Veio mesmo a calhar o assunto deste post: tecnologia na música.
Foi justamente por causa dos quebra-molas tecnológicos que este post está saindo na quarta, em vez de terça.
Fazer o quê, né? A gente depende dessas tralhas!!! Affff!!
Então, vamos ao que viemos!!

********

Este é um post para leigos em tecnologia musical. Se bem que eu posso me considerar praticamente entre os leigos, porque ainda estou dando meus primeiros passos no assunto... E eu mesma fico impressionada com as possibilidades que existem hoje para os músicos - e em contrapartida, com as possibilidades que a tecnologia rouba dos próprios músicos. Paradoxo de terça, eu admito, mas prometo explicar melhor!!

Até alguns anos atrás, pouco mais de uma década, produzir música era um trabalho pra dois hércules juntos. Os estúdios eram enormes, com mesas de som gigantescas e milhões de botõezinhos pra regular. O áudio era gravado em uma grande fita de rolo. E quando você errava uma nota, tinha que gravar tudo de novo. Depois, no processo de finalização, os técnicos literalmente recortavam e emendavam a fita pra retirar os erros. Já pensou? E o medo que a gente tinha de errar? A cada nota fora era uma cara feia do pobre coitado, que ía lá, colava um adesivinho no ponto onde teria que cortar depois, e voltava com aquela cara ruim pra tentar de novo! Jesus!

Nem acredito que eu vivi isso! E olha que eu nem tenho muitos anos de estrada - não faça contas, please!! Depois que os rolos de fita foram aposentados, veio a era dos sintetizadores, que são teclados que criam timbres por modulação de áudio. Um teclado conseguia fazer sons de diferentes instrumentos. E aí começou a era do desemprego entre os músicos. Afinal de contas, pra que chamar um violinista maravilhoso se o teclado conseguia fazer o violino direitinho - e com a vantagem de poder corrigir cada notinha pelo computador, sem ter que repetir toda a gravação, recortar a fita, colar... E lá vai o violinista pra rua, junto com flautistas, saxofonistas, bateristas - afinal, as baterias eletrônicas eram muito mais certinhas, tocavam no tempo, aceleravam e retardavam o andamento com um clique!

Só que isto era apenas a empolgação do começo. A qualidade do som nunca seria igual a de um músico de verdade. Sempre soaria falso, fabricado, digital demais! Peraí! Nada substitui o talento de bons músicos, não é mesmo?

Errado! Com o passar dos anos, os sintetizadores foram entrando no computador e aí surgiram os samplers, que também foram entrando no computador. Sampler é um equipamento que transforma qualquer som em algo que pode ser tocado, modulado, transformado. É assim. Você pede pro Stevie Wonder dizer "Yeah!", grava com um equipamento digital, joga no sampler, e aí tem yeah yeah yeah do Stevie Wonder no tom que você quiser, do jeito que você quiser!

Assim sendo, quando se precisa fazer uma música com tambores do Olodum, a gente passa a usar o próprio Olodum - sem pagar, claro! (Que absurdo!!)

Quando se quer uma guitarra Fender modelo XYJ78, tem um sample disponível que faz exatamente o som desta guitarra, com variações do tipo: no palco do Rock in Rio, num Club de jazz, com um microfone perto, guitarrista cansado, dedo machucado, etc, etc...

Nos últimos anos a coisa se sofisticou tanto, que qualquer mané capaz de adquirir um bom computador, alguns programas e equipamentos básicos, pensa que é o Quincy Jones!!

E aí entra novamente aquele paradoxo. Afinal de contas, toda esta evolução tecnológica ajudou ou atrapalhou o talento dos músicos? Claro que o talento, apesar de tudo, continua insubstituível. Mas o fato é que a velocidade exigida nas produções aumentou e os preços cairam, numa espécie de proporção inversa.

Isto significa, na prática, que pra fazer só umas notinhas de guitarra, ou colocar uns metais em uma música, todos os produtores acabam optando por fazer na máquina. Chamar um músico significa mais tempo pra produzir, mas cachê pra pagar, mais trabalho... E aí, mais uma vez, lá vai pra rua um monte de artistas bacanas...

Engraçado eu estar dizendo isso... Tenho um estúdio digital em casa hahahahahaha!! Mas como sou musicista, sinto que já vivi um pouco os dois lados desta moeda esquisita. Adoro tocar guitarra com a mesma pegada de quem estudou durante anos! Mas também adoro ouvir o som de pianão, as notas e acordes de quem realmente sabe tocar...

E por falar em pianão, existem samples dos melhores pianos do mundo pra gente escolher. Posso tocar no Steinway do Carnegie Hall, sentada na cadeira do meu cafofo em Santos!! Aiai... Até que esta modernidade não é de todo ruim, hein?!

Segue um trecho de uma trilha que produzi recentemente. A voz foi removida, pra que vocês escutem os instrumentos. Quero ver quem se arrisca a me dizer quais são os reais e quais são os de mentirinha!!

 Maria Fernanda Torres - Trilha Axé


Beijos procês!! Saúúúúde!!

Marcadores:



Por Maria Fernanda Torres às 22:51
"Dígue Jegue!" 0 Comentários


O amor que eu não posso dar
terça-feira, 12 de agosto de 2008


Olá queridos!!

Depois de uma breve pausa devido a correrias diversas, estou voltando às minhas terças-feiras de música! Mas hoje, até pra marcar este retorno, gostaria de falar de amor e também falar de mim mesma.
Quem quiser se aventurar, ouça a música aí embaixo e depois me conte como o amor funciona pra você!

Bem-vindos à bordo!!

*************************
O amor que eu não posso dar

Acho que posso dizer que sou uma pessoa cercada de amor. Aliás, posso dizer isso sem pieguice ou imodéstia, porque eu busco o amor. Tento sempre ser aquilo que as pessoas esperam – eu preciso agradar, ser querida pelos outros. É uma coisa minha, que pode parecer negativa para uns, mas sempre me trouxe como resultado um monte de sentimentos positivos.

E muitas vezes eu também amo, também me afeiçôo pelas pessoas, pelas situações, pelos bichos, pela vida. Só que algumas vezes este amor tem que permanecer em mim, embora eu queira estampar toda a sua grandeza num outdoor gigantesco.

Sou assim desde pequena. Lembro no colégio, quando eu me apaixonava perdidamente por algum menino que nem sequer sabia meu nome, eu sentia esta incrível necessidade de contar, escrever, mostrar de alguma forma o colorido intenso dos meus sentimentos.

E na maioria das vezes eu sabia que não daria em nada mesmo, no sentido prático. Mas ainda assim, eu escrevia cartas falando do meu amor, sem esperar nada em retorno, sinceramente. Eu achava que as pessoas que eu amava precisavam saber disso! Não aceitava que algo tão bonito estivesse acontecendo ali, bem na frente delas, sem que soubessem. Tipo: Ei! Você está sendo absurdamente amado! Fique feliz!!

O tempo passou, eu cresci, mas ainda hoje me pego apaixonada por pessoas, bichos, momentos, lugares, filmes, livros... E como é difícil algumas vezes demonstrar este amor. Não posso mais sair por aí escrevendo as minhas cartinhas reveladoras – eu assinava todas elas! – afinal de contas, sou uma mulher adulta, casada, civilizada, etc. Simplesmente, os arroubos do mais puro amor não cabem mais na minha vida.

Será que isso também acontece com outras pessoas? Você por acaso vê um filme e passa dias pensando naquele personagem, em como ele parece real, no quanto gostaria que ele existisse e estivesse por perto? Depois de um show você fica devaneando dias sobre como seria conhecer o artista pessoalmente, dar um abraço verdadeiramente apertado e dizer o quanto o admira? Ou até mesmo alguém que você conhece há pouco tempo, que ainda não tem intimidade – algumas pessoas se tornam extremamente importantes em tão pouco tempo. E aí fica aquela vontade enorme de demonstrar a admiração que sentimos, de estar mais próximos e ser amados por elas, virar amigo de infância, assim de uma hora pra outra!

Lembro quando vim embora de Nova York, depois de passar algumas semanas lá estudando inglês. Enquanto o ônibus saía da cidade em direção do aeroporto, eu chorei de maneira incontrolável. Era como se eu estivesse deixando uma pessoa pra trás. Como se deixasse meu lar. Que coisa louca!

E justamente pra não parecer uma louca – rsrsrsrsr!! – encontrei a maneira mais óbvia e natural de expressar este amor que eu não posso dar. Eu vou pro piano e crio uma música, ou duas, ou vinte! Não é tão eficaz quanto as cartinhas da adolescência, mas me faz sentir menos inconformada por não poder estampar em um outdoor gigantesco o amor que transborda em mim.

Saúde!!




Maria Fernanda Torres - amor que não posso dar

Marcadores:



Por Maria Fernanda Torres às 20:53
"Dígue Jegue!" 3 Comentários


Na estrada
sexta-feira, 25 de julho de 2008


Queridos amigos e leitores!

Estou escrevendo de longe hoje. Na verdade, nem tão longe assim!

Estou em Congonhas, esperando meu horário de embarque e pagando 12 Reais a hora de internet! Meu Deus! Isso existe mesmo? Doze paus por uma hora??? Surreal!

Mas eu precisava mesmo passar aqui. Nem que fosse só pra dar um oi e avisar que estarei de volta na semana que vem, fielmente, às terças-feiras.

Esta semana a música e a vida tomaram conta do meu cotidiano. Eu juro que gosto de rotina, mas parece que ela é quem não me curte muito!! Simplesmente não me deixa entrar hahahahaha!!

Acho que vou descer até a livraria e comprar um dos 1200 livros de auto-ajuda que eles têm lá. Cara, passei horas lendo os títulos e me matando de rir!! Será que não se escreve mais sobre outras coisas? É só sucesso, dinheiro, poder, conquistas... E ainda temos as novas variantes do gênero "salvação encadernada". A mais famosa no momento é o mistério. livros com nomes enigmáticos, do tipo: Segredo, chave mestra, buraco-negro...

E a vertente saudável? Tem um com uma gema de ovo na capa e o título garrafal: 100 ANOS DE MENTIRA hahahahaha!! Que piada!

E os livros sobre liderança? Hoje eu encontrei aqui o pior deles. Até tirei uma foto da capa, mas até conseguir passar pro computador, lá se vão mais 12 reais... O título é "Lidere como Jesus". Preciso falar mas?

Bom, chega de papo furado!
Vou pra BH ver mais uma querida prima se casando - ver só não basta! Estou levando o melhor presente que eu posso dar! Na verdade, quem ganha o presente sou eu mesma. Já sabem, né? Claro que vou cantar e me emocionar muito mais uma vez!!

Vejo vocês na terça! Se a rotina deixar desta vez!!

Saúde!!

Marcadores:



Por Maria Fernanda Torres às 07:26
"Dígue Jegue!" 1 Comentários


Maninha
quarta-feira, 16 de julho de 2008


O post de hoje, que deveria ter saído ontem – hehehehehe!! – é sobre mais um destes encontros com a música. Mais um momento louco e mágico que ela me proporcionou no último fim de semana.

É por isso que eu digo que sou uma ouvinte passiva. Ontem fiquei horas dentro de um ônibus voltando pra casa – por isso o atraso! – e meu aipóde estava recheado de musiquinhas pra escutar. Mas eu simplesmente não consigo fazer isso. Escolher pastinhas, ouvir canções inteiras - é impressionante como isso me entedia, me irrita até! Prefiro deixar que a música me encontre. Me pegue desprevenida e transforme a minha vida por completo. Não sou eu que a escuta. Ela é quem me toca.

Ontem meus ouvidos estavam repletos de Chico Buarque. Mais especificamente, da música “Maninha”, que ele compôs no ano em que eu nasci. (ok! - foi em 1977! Não faça contas!!).

Domingo passado eu estava na casa da minha mãe, num destes porres-domésticos-pós-vitória-do-Flamengo... É sempre assim. Lá pelas tantas meu pai se recolhe aos costumes, meu irmão coloca as desnecessárias pra gelar, e minha mãe vai buscar os CDs que ela ama escutar quando estamos neste estado, digamos, de espírito!

Eu já até sei de cabeça as músicas que ela vai colocar. Algumas já viraram ícones! Mas esta nunca tinha tocado. Eu já a conhecia, claro, mas não fazia parte do nosso playlist habitual nos fins de noite.

E de repente comecei a prestar atenção na letra delicada do Chico. Cheguei a sentir o cheiro daquela música, a sombra do medo que ela traz, a nostalgia de quem atravessou anos sem poder mostrar o que sentia ou gostava.

Quando percebi, estava chorando que nem criança. Sofri como quem viu seu país entristecido, como quem perdeu parentes e amigos torturados, como quem precisou abandonar sua casa, seu mundo, sua arte, na tentativa de sobreviver.

E mais uma vez experimentei a magia da música, capaz de nos transportar no tempo, de nos provocar emoções impossíveis de descrever.

Não entendo nada sobre música de protesto. Até assisti a uma entrevista do Chico, dizendo que aquilo já era moda entre os compositores da época. Todo mundo fazia música de protesto. Era chavão. Ele passou anos fora do Brasil e resolveu então compor de outro jeito, falando de amor, de infância, de assuntos mais delicados.

Mas não tinha como fugir totalmente da realidade – todo o seu espírito estava impregnado. E aí surgiram pérolas como esta canção, que sem protestar nada, demonstra da forma mais verdadeira o que se passava naquele Brasil da década de 70.

Segue a letra e o vídeo original, com Chico e sua maninha Miúcha, gravado em 1978.




Maninha

Se lembra da fogueira
Se lembra dos balões
Se lembra dos luares dos sertões
A roupa no varal
Feriado nacional
E as estrelas salpicadas nas canções
Se lembra quando toda modinha
Falava de amor
Pois nunca mais cantei, ó maninha
Depois que ele chegou

Se lembra da jaqueira
A fruta no capim
O sonho que você contou pra mim
Os passos no porão
Lembra da assombração
E das almas com perfume de jasmim
Se lembra do jardim, ó maninha
Coberto de flor
Pois hoje só dá erva daninha
No chão que ele pisou

Se lembra do futuro
Que a gente combinou
Eu era tão criança e ainda sou
Querendo acreditar
Que o dia vai raiar
Só porque uma cantiga anunciou
Mas não me deixe assim, tão sozinho
A me torturar
Que um dia ele vai embora, maninha
Pra nunca mais voltar






******************************************



Eiiii!!!

Esta semana estamos cheios de novidades!!
Dê uma passadinha no site da Clave de Lua e confira!

Saúde procês!!

Marcadores: , ,



Por Maria Fernanda Torres às 15:11
"Dígue Jegue!" 0 Comentários


SITE CLAVE DE LUA - LANÇAMENTO OFICIAL
terça-feira, 8 de julho de 2008


Algumas pessoas acham que demorou pra acontecer...

Eu já acho que está acontecendo muito rápido...

Bom, tirando a média, pode ser que este seja mesmo o momento exato!

Depois de muitos anos de experiência como pianista, cantora, radialista, redatora, publicitária, produtora e até compositora... Achei que seria possível juntar tudo isso num balaio só – que acaba de ser batizado oficialmente como Clave de Lua.

Então, meus queridos, esta semana a música fica por minha conta.

Venham conhecer o
site da Clave de Lua – meu novo estúdio de criações e idéias, de onde já começaram a brotar trilhas sonoras, loops exclusivos e muitas músicas inéditas e personalizadas!

Espero contar com a torcida de vocês neste novo sonho, que aos poucos vai tomando forma. E quero poder contar também com os comentários, críticas, correções e elogios sinceros de todos!

Aproveito pra agradecer publicamente à Joana - do site
Data Especial – que, só pra variar, fez e está fazendo um trabalho lindo!! Aliás, obrigada a todas vocês, meninas, por embarcarem neste sonho comigo, acreditando que ele realmente vale à pena!

A Clave de Lua está oficialmente aberta a partir de hoje.

May the inspiration be with us!!

:: Clave de Lua ::
Comunicando com Música



Marcadores:



Por Maria Fernanda Torres às 10:01
"Dígue Jegue!" 1 Comentários


O Melhor do Prêmio Multishow
quarta-feira, 2 de julho de 2008


Não posso resistir...

Ontem consegui assistir pela primeira vez a uma edição completa do Prêmio Multishow.

Se vocês acham que vou listar o que achei de melhor no evento, podem acreditar - seria muito mais fácil fazer uma lista de "piores".

O som no Teatro Municipal estava um miserê, os grandes talentos de hoje em dia deixam muito a desejar - nem entro nesse mérito pra não ofender ninguém - a apresentação do Lázaro Ramos soou irônica em vários momentos, tudo muito sem emoção, sem graça, sem nada.

Mas teve uma coisa que eu simplesmente adorei. A rápida entrevista de Ana Cañas - um dos temas do meu último post, lembra?

Foi ainda na entrada do teatro. Agora me fugiu da memória se a entrevistadora era a Daniele Suzuki ou Didi Wagner, mas o importante é o conteúdo.

A pergunta era daquele tipo que a mídia adora. Mas a resposta não:

Pergunta: E aí, Ana? O que você está achando deste seu momento, agora que a mídia considera você como a nova cara da MPB?

Resposta: Ah, eu acho legal. Melhor do que ser a nova bunda, né?


Hahahahahaha!! Sensacional!
Dessa vez ela me conquistou por completo!!

Saúúúde!!


Por Maria Fernanda Torres às 17:51
"Dígue Jegue!" 0 Comentários


Dois lados do Jazz
terça-feira, 1 de julho de 2008


Olá, queridos!!

Tudo bem?
Well, passado o desespero da segundona básica, vamos relaxar, esticar o que resta da coluna... E curtir um pouco de excelente música!!

Vou aproveitar esta semana pra falar de um tema sugerido pelo meu querido amigo Emílio CondeCantoras de Jazz.

Na verdade, não me sinto nem um pouco batutada pra falar neste assunto, mas como todo mundo tem uma opinião... Well, eu também tenho as minhas achezas, né? hehehehehe!!

Tenho ouvido pouco jazz ultimamente, até porque este estilo requer treino de ouvido, paciência e serenidade. Posso até dizer que meu ouvido é treinado, mas estes dois outros atributos andam em falta!! Jazz é coisa que se ouve muito bem recostado, no escurinho ou de olhos fechados, sem falar nada, viajando nas notinhas... E pra gostar deste estilo é preciso ouvir bastante mesmo, até que você começa a perceber as idéias fluindo, a vibração do improviso, o sentimento que está explícito nesta música sem partituras! Pra entender jazz, basta saber que tudo o que se ouve é criado ali na hora - e só este fator já faz com que valha à pena treinar o ouvido!!

Nos últimos meses, duas moças me chamaram a atenção. Uma americana e uma brasileira. Quero falar das duas, mas por motivos diferentes - e porque a história delas revela um lado triste da música brasileira: o jazz aqui é visto mesmo como música de elevador. Não vende disco nem show, ou seja, nem os próprios artistas querem apostar no estilo. Uma pena...

Mas vamos à nossa gringa em primeiro lugar. Dia destes, eu estava ouvindo rádio e começou a tocar uma música naquele estilo big jazz band, com cara de anos 30. Um arranjo poderoso e uma voz idem (afinal, pra cantar com orquestrão tinha que ter gogó, meu bem!!).

Podia ser qualquer cantora daquela época, pois ícones não faltam! Mas a gravação era boa demais. E havia um quê de juventude naquele jeito de cantar.

Claro que corri pra internet e foi assim que descobri Robin McKelle. Uma linda ruiva que está mesmo é na casa dos vinte anos – e já é considerada uma diva entre os entendidos do assunto.

Filha de cantores religiosos, Robin sente mesmo que nasceu na época errada, pois sua voz tem todos os atributos das rainhas do jazz tradicional. Apesar disso, ainda se acha insegura na hora de interpretar algumas das letras de standards de jazz, pois muitas delas falam em amores e loucuras que não teve tempo pra experimentar nesta tenra idade... Bom, acho que só ela pensa que isso atrapalha, tá? Não atrapalha é naaaada!!!

Entre aí no Myspace de Robin Mckelle e saboreie a sua lindíssima voz! Um petáculo!!

Este é um dos videozinhos que estão lá mesmo, no myspace dela.



Agora, vamos à nossa brasileirinha. Faz algum tempo que a Vejinha São Paulo publicou bem no início de uma edição, ali onde aparecem as indicações de espetáculos, uma foto de meia página, exibindo um rosto de menina fazendo careta. A menina era Ana Cañas, recebendo elogios mais que rasgados ao seu primeiro CD, intitulado Amor e Caos.

Todo aquele paparico me deixou um tanto desconfiada. A história da atriz que resolveu de repente virar cantora e de repente já fazia sucesso com seu trio de jazz em hotéis de Sampa, e de repente estava lançando seu primeiro CD, já com 80% de composições próprias... Hmmm... Aquilo me pareceu muito rápido demais da conta. Não é preconceito não, meu povo. Mas sou artista e conheço a trajetória de muitos artistas. Um artista de verdade não se faz assim de uma hora pra outra. Sinto muito.

Quando entrei no site transadérrimo que a gravadora fez para Ana Cañas, pude confirmar minhas suspeitas. Apesar do timbre interessante, as composições eram pobres e esquisitas, nada me agradou ali - começando pelas letras, passando pela dicção dramatizada demais e terminando no excesso de caretas da moça. Ai que desastre.

Naquele dia, lembro ter escrito um e-mail indignado pra minha mãe, recordando quantas cantoras lindas e vozeirudas eu conheço, quantos talentos que estão aí inalando fumaça nas boites e festinhas em que eu também ralei durante anos... Ai que revolta me bateu.

Passado o ódio inicial - hehehe!!! - fui novamente pesquisar Ana Cañas. Eu precisava entender por que diabos esta pessoa estava sendo tão elogiada. E aí acabei encontrando uns vídeos caseirinhos no youtube, que mostravam a moça cantando no bar de um hotel com seu trio. Ostentando um vestidinho de bolinhas e uma postura jovial e graciosa, a danada simplesmente arrasava em improvisos de jazz, soltando a voz como se fizesse isso desde criancinha.

Na mesma hora escrevi um e-mail de retratação para minha mãe. Eu estava me sentindo até mal por ter execrado a pobre menina!! E aí outra questão ficou martelando minha cabeça. Por que diabos uma intérprete tão consistente e interessante precisa lançar um CD tão ruim? Só pra dizer que as músicas são suas? Só porque jazz não vende disco no Brasil? Só pra conseguir um contrato de gravadora?

De fato, ela conseguiu o contrato e muito mais – já esteve no Jô, no Edgar, no Serginho, em todos os programas possíveis e imagináveis, e hoje fará o show de abertura do Prêmio Multishow, para o qual obteve indicação e tudo mais!!

E o que é que eu, diva de Jacarepaguá, posso falar de uma carreira como esta? Será que ela estaria melhor cantando jazz em barzinho? Será que vale à pena abrir mão de um talento primoroso para se entregar ao mercado?

Well, o fato é que eu não sou a única a fazer estas perguntas. O próprio Serginho Groisman chegou a tocar neste assunto, na entrevista que vocês podem assistir aí embaixo. Quando participou do programa Altas Horas, Ana cantou um pedacinho de jazz e depois uma de suas composições, meio que emendado. De repente até ela já percebeu que seu maior impacto é como intérprete.

Mas, fazer o quê, né? A gente mora mesmo é na terra da Banda Calypso e do MC Créu! Vai ficar por aí cantando jazz pra meia dúzia de ouvidos treinados? É ruim, hein!!




Saúde procês!! Boa semana

Marcadores: ,



Por Maria Fernanda Torres às 11:51
"Dígue Jegue!" 0 Comentários


Eu não disse?
quinta-feira, 26 de junho de 2008


Não falei que a minha proposta das terças-feiras ía furar rapidinho?

Eu simplesmente não resisto!! Hahahahaha!!

Mas é que recebi por e-mail uma historinha que é, ao mesmo tempo, comovente e suspeita...

Será que é verdade?

Conto com vocês pra me ajudar a desvendar!! Está em tudo quanto é blog, mas ainda não vi ninguém desmentindo!! Se f0r verdade, é mais uma prova da genialidade deste grande artista. Se for mentira... Bom, aí é mais uma prova da falta do que fazer dos brasileiros!!

A HISTÓRIA DA MÚSICA "FLOR DE LIZ"

Djavan teve uma mulher chamada Maria e os dois teriam uma filha que se chamaria Margarida. Mas Maria teve um problema na hora do parto e ele teria que optar por sua mulher ou por sua filha... Ele pediu ao médico que fizesse tudo que pudesse para salvar as duas, mas o destino foi duro e a mulher e a filha faleceram no parto.

Agora é possível 'sentir' a letra da música. Conhecendo esta breve história, passamos a ouvir a música sob novo contexto, entendendo como a dor pode ser transformada em poema e arte.

Flor de Lis

Valei-me, Deus!
É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor, eu sei que o erro aconteceu.
Mas não sei o que fez, tudo mudar de vez.
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei.
Será talvez que a minha ilusão, foi dar meu coração,
Com toda força, pra essa moça me fazer feliz,
E o destino não quis, me ver como raiz de uma flôr de liz.
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira.
Morto na beleza fria de Maria.

E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu.
E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu...


Será?????

Saúúúde!!

Marcadores:



Por Maria Fernanda Torres às 13:01
"Dígue Jegue!" 1 Comentários


TODA TERÇA-FEIRA
terça-feira, 24 de junho de 2008


Oi queridos!!

Gostaria de comunicar a vocês que este blog passará a ser um espaço mais organizado a partir de agora. Oh Yeah!!

Toda terça-feira vocês poderão conferir aqui um artigo novinho em folha, contando casos, apresentando artistas, vídeos, músicas e muito mais.

E claro que, se eu me conheço bem, muitos posts vão acabar pingando entre uma terça e outra, porque eu não vou conseguir esperar!!!

Tomei esta decisão pra não acabar caindo na maior armadilha de blog - escreve três dias seguidos e passa três meses sem postar uma linhazinha!! - agora é garantido. Podem bater ponto aqui toda terça, que eu prometo bater também!!

Mas por que diabos eu escolhi justamente as terças-feiras? Vamos à lista de motivos:

1 - Porque a esta altura já sobrevivemos à síndrome de segunda-feira.

2 - Porque na terça já é possível vislumbrar a possibilidade de um novo fim de semana!

3 - Porque já estamos no segundo dia da nossa dieta infalível!

4 - Porque terça eu tiro férias da academia (quem consegue malhar segunda e não ficar dolorido, que atire a primeira caneleira!).

5 - Porque eu escrevo os posts no sábado, faço 237 ajustes no domingo e publico na... terça!

6 - Porque já é possível dar aquela driblada no seu chefe, depois da enxurrada de segunda (feira!), e passear no orkut, no msn e nos blogs dos coleguinhas!

7 - Porque na sexta-feira você e eu estaremos mais interessados em outras coisinhas!!

Pronto. Já temos um motivo pra cada dia da semana!!

E o post desta terça-feira já está aí embaixo, fresquinho para seu doce deleite (hahahahahaha, que bonito isso!!).

Beijo grande pra todos! E até terça que vem!

Saúde!

Marcadores:



Por Maria Fernanda Torres às 10:41
"Dígue Jegue!" 0 Comentários


Meus descabelados preferidos – Parte 2


Faz alguns anos que me apaixonei pelas músicas de John Mayer. Na época ele era completamente desconhecido no Brasil - acho que isso se deve ao fato de que pouca gente consegue entender as letras dele.

A verdade é que nem a mãe dele deve entender o que ele canta, porque sua pronúncia é completamente louca. Mas é só pesquisar um pouquinho, catar umas traduções na net, e você vai sentir a genialidade simples e a verdade estampada nas músicas desse moço descabelado, meu outro preferido, ao lado de Josh Groban (de quem já falei outro dia).

O disco Room for Squares ficou transparente de tanto que eu escutei. É o tipo de música que eu gosto de ouvir na estrada, naquelas viagens de ônibus que parecem não ter fim, quando você tem tempo pra pensar e repensar todos os aspectos da sua vida enquanto observa os boizinhos pastando e morre de inveja daquela paz de espírito.

John Mayer não parece um espírito em paz. Mas aí é que entra o seu outro lado apaixonante. Ele consegue transparecer suas angústias e suas loucuras sem precisar ser absolutamente junkie, forçando a barra como um monte de artistas faz por aí.

Se você entrar no youtube, vai encontrar os mais incríveis vídeos desse moço. Em muitos ele aparece meio bebum, dando entrevistas com um senso de humor afiadérrimo, zoando os outros na maior cara-de-pau, e tudo isso é tão verdadeiro que as pessoas simplesmente se identificam – porque todo mundo tem um lado porralôca, não vem que não tem!!

Há cenas sensacionais, como o show em que ele recebeu um bilhete da platéia, de uma menina dizendo que era seu aniversário de 16 anos e que ela nunca tinha sido beijada. Ele desceu no meio da multidão atônita, com guitarra em punho, catou a menina e inaugurou ali mesmo!! Armação? Pode até ser. Mas funciona muito bem!!

No início deste ano, John Mayer foi a estrela principal do Mayercraft Cruise. Isso mesmo – um cruzeiro temático que saiu de Miami lotado de fãs, atraídos pela promessa de shows do ídolo, com sua banda e alguns convidados ilustres.

Mas o que eles tiveram a bordo foi muito mais que isso. Além dos shows noturnos - em duas sessões, pois não cabe todo mundo num auditório de navio – John passou uma das manhãs bebendo na piscina, depois a tarde inteira cantando no deck com violãozinho básico, sem camisa e descabelado como de costume.

Com o sol rachando na cabeça, ele confessou pro povo todo que estava meio de pileque, parou no meio do set pra dar uma mijadinha – ele disse isso ao vivo!!! – e fez todas aquelas palhaçadas que você já viu seu amigo “joselito” fazer no churrasco da faculdade.

E ainda teve mais: em uma das manhãs, ainda bem cedinho, quando a maioria dos fãs devia estar curtindo suas próprias ressacas nas cabines, John Mayer vestiu um maiô igual ao do Borat e fez cooper em volta do navio!

Mas o que é melhor nisso tudo é que eu continuo a ouvir as músicas desse descabelado louco e nenhuma dessas atitudes conseguiu tirar o encanto dos seus versos e solos de guitarra. Acho que é porque uma coisa tem a ver com a outra. John Mayer quer ser John Mayer o tempo inteiro – e consegue fazer isso de um jeito absolutamente encantador!

Este vídeo é o clipe da música Say, que John Mayer compôs para o filme “Antes de Partir” (The Bucket List). Eu ainda não assisti ao filme, mas sei que fala sobre dois doentes terminais que resolvem cumprir uma lista de desejos, fazer tudo o que sempre sonharam, antes que a morte chegue. A música diz tudo!



PS: A segunda viagem do Mayercraft Cruise já está marcada para ano que vem. Vai sair da Califórnia rumo ao México, retornando em 4 dias. É nessas horas que me dá vontade de jogar na loteria, viu? Ai modeuzo!!!

Saúúde!

Marcadores:



Por Maria Fernanda Torres às 10:33
"Dígue Jegue!" 0 Comentários