<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener("load", function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=7121450514890019997&amp;blogName=Musicow&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=BLUE&amp;layoutType=CLASSIC&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fmusicow.blogspot.com%2Fsearch&amp;blogLocale=pt_BR&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fmusicow.blogspot.com%2F" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" allowtransparency="true" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div></div>
Maninha
quarta-feira, 16 de julho de 2008


O post de hoje, que deveria ter saído ontem – hehehehehe!! – é sobre mais um destes encontros com a música. Mais um momento louco e mágico que ela me proporcionou no último fim de semana.

É por isso que eu digo que sou uma ouvinte passiva. Ontem fiquei horas dentro de um ônibus voltando pra casa – por isso o atraso! – e meu aipóde estava recheado de musiquinhas pra escutar. Mas eu simplesmente não consigo fazer isso. Escolher pastinhas, ouvir canções inteiras - é impressionante como isso me entedia, me irrita até! Prefiro deixar que a música me encontre. Me pegue desprevenida e transforme a minha vida por completo. Não sou eu que a escuta. Ela é quem me toca.

Ontem meus ouvidos estavam repletos de Chico Buarque. Mais especificamente, da música “Maninha”, que ele compôs no ano em que eu nasci. (ok! - foi em 1977! Não faça contas!!).

Domingo passado eu estava na casa da minha mãe, num destes porres-domésticos-pós-vitória-do-Flamengo... É sempre assim. Lá pelas tantas meu pai se recolhe aos costumes, meu irmão coloca as desnecessárias pra gelar, e minha mãe vai buscar os CDs que ela ama escutar quando estamos neste estado, digamos, de espírito!

Eu já até sei de cabeça as músicas que ela vai colocar. Algumas já viraram ícones! Mas esta nunca tinha tocado. Eu já a conhecia, claro, mas não fazia parte do nosso playlist habitual nos fins de noite.

E de repente comecei a prestar atenção na letra delicada do Chico. Cheguei a sentir o cheiro daquela música, a sombra do medo que ela traz, a nostalgia de quem atravessou anos sem poder mostrar o que sentia ou gostava.

Quando percebi, estava chorando que nem criança. Sofri como quem viu seu país entristecido, como quem perdeu parentes e amigos torturados, como quem precisou abandonar sua casa, seu mundo, sua arte, na tentativa de sobreviver.

E mais uma vez experimentei a magia da música, capaz de nos transportar no tempo, de nos provocar emoções impossíveis de descrever.

Não entendo nada sobre música de protesto. Até assisti a uma entrevista do Chico, dizendo que aquilo já era moda entre os compositores da época. Todo mundo fazia música de protesto. Era chavão. Ele passou anos fora do Brasil e resolveu então compor de outro jeito, falando de amor, de infância, de assuntos mais delicados.

Mas não tinha como fugir totalmente da realidade – todo o seu espírito estava impregnado. E aí surgiram pérolas como esta canção, que sem protestar nada, demonstra da forma mais verdadeira o que se passava naquele Brasil da década de 70.

Segue a letra e o vídeo original, com Chico e sua maninha Miúcha, gravado em 1978.




Maninha

Se lembra da fogueira
Se lembra dos balões
Se lembra dos luares dos sertões
A roupa no varal
Feriado nacional
E as estrelas salpicadas nas canções
Se lembra quando toda modinha
Falava de amor
Pois nunca mais cantei, ó maninha
Depois que ele chegou

Se lembra da jaqueira
A fruta no capim
O sonho que você contou pra mim
Os passos no porão
Lembra da assombração
E das almas com perfume de jasmim
Se lembra do jardim, ó maninha
Coberto de flor
Pois hoje só dá erva daninha
No chão que ele pisou

Se lembra do futuro
Que a gente combinou
Eu era tão criança e ainda sou
Querendo acreditar
Que o dia vai raiar
Só porque uma cantiga anunciou
Mas não me deixe assim, tão sozinho
A me torturar
Que um dia ele vai embora, maninha
Pra nunca mais voltar






******************************************



Eiiii!!!

Esta semana estamos cheios de novidades!!
Dê uma passadinha no site da Clave de Lua e confira!

Saúde procês!!

Marcadores: , ,



Por Maria Fernanda Torres às 15:11

0 Comentários:

Postar um comentário