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Eu não disse?
quinta-feira, 26 de junho de 2008


Não falei que a minha proposta das terças-feiras ía furar rapidinho?

Eu simplesmente não resisto!! Hahahahaha!!

Mas é que recebi por e-mail uma historinha que é, ao mesmo tempo, comovente e suspeita...

Será que é verdade?

Conto com vocês pra me ajudar a desvendar!! Está em tudo quanto é blog, mas ainda não vi ninguém desmentindo!! Se f0r verdade, é mais uma prova da genialidade deste grande artista. Se for mentira... Bom, aí é mais uma prova da falta do que fazer dos brasileiros!!

A HISTÓRIA DA MÚSICA "FLOR DE LIZ"

Djavan teve uma mulher chamada Maria e os dois teriam uma filha que se chamaria Margarida. Mas Maria teve um problema na hora do parto e ele teria que optar por sua mulher ou por sua filha... Ele pediu ao médico que fizesse tudo que pudesse para salvar as duas, mas o destino foi duro e a mulher e a filha faleceram no parto.

Agora é possível 'sentir' a letra da música. Conhecendo esta breve história, passamos a ouvir a música sob novo contexto, entendendo como a dor pode ser transformada em poema e arte.

Flor de Lis

Valei-me, Deus!
É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor, eu sei que o erro aconteceu.
Mas não sei o que fez, tudo mudar de vez.
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei.
Será talvez que a minha ilusão, foi dar meu coração,
Com toda força, pra essa moça me fazer feliz,
E o destino não quis, me ver como raiz de uma flôr de liz.
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira.
Morto na beleza fria de Maria.

E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu.
E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu...


Será?????

Saúúúde!!

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Por Maria Fernanda Torres às 13:01
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TODA TERÇA-FEIRA
terça-feira, 24 de junho de 2008


Oi queridos!!

Gostaria de comunicar a vocês que este blog passará a ser um espaço mais organizado a partir de agora. Oh Yeah!!

Toda terça-feira vocês poderão conferir aqui um artigo novinho em folha, contando casos, apresentando artistas, vídeos, músicas e muito mais.

E claro que, se eu me conheço bem, muitos posts vão acabar pingando entre uma terça e outra, porque eu não vou conseguir esperar!!!

Tomei esta decisão pra não acabar caindo na maior armadilha de blog - escreve três dias seguidos e passa três meses sem postar uma linhazinha!! - agora é garantido. Podem bater ponto aqui toda terça, que eu prometo bater também!!

Mas por que diabos eu escolhi justamente as terças-feiras? Vamos à lista de motivos:

1 - Porque a esta altura já sobrevivemos à síndrome de segunda-feira.

2 - Porque na terça já é possível vislumbrar a possibilidade de um novo fim de semana!

3 - Porque já estamos no segundo dia da nossa dieta infalível!

4 - Porque terça eu tiro férias da academia (quem consegue malhar segunda e não ficar dolorido, que atire a primeira caneleira!).

5 - Porque eu escrevo os posts no sábado, faço 237 ajustes no domingo e publico na... terça!

6 - Porque já é possível dar aquela driblada no seu chefe, depois da enxurrada de segunda (feira!), e passear no orkut, no msn e nos blogs dos coleguinhas!

7 - Porque na sexta-feira você e eu estaremos mais interessados em outras coisinhas!!

Pronto. Já temos um motivo pra cada dia da semana!!

E o post desta terça-feira já está aí embaixo, fresquinho para seu doce deleite (hahahahahaha, que bonito isso!!).

Beijo grande pra todos! E até terça que vem!

Saúde!

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Por Maria Fernanda Torres às 10:41
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Meus descabelados preferidos – Parte 2


Faz alguns anos que me apaixonei pelas músicas de John Mayer. Na época ele era completamente desconhecido no Brasil - acho que isso se deve ao fato de que pouca gente consegue entender as letras dele.

A verdade é que nem a mãe dele deve entender o que ele canta, porque sua pronúncia é completamente louca. Mas é só pesquisar um pouquinho, catar umas traduções na net, e você vai sentir a genialidade simples e a verdade estampada nas músicas desse moço descabelado, meu outro preferido, ao lado de Josh Groban (de quem já falei outro dia).

O disco Room for Squares ficou transparente de tanto que eu escutei. É o tipo de música que eu gosto de ouvir na estrada, naquelas viagens de ônibus que parecem não ter fim, quando você tem tempo pra pensar e repensar todos os aspectos da sua vida enquanto observa os boizinhos pastando e morre de inveja daquela paz de espírito.

John Mayer não parece um espírito em paz. Mas aí é que entra o seu outro lado apaixonante. Ele consegue transparecer suas angústias e suas loucuras sem precisar ser absolutamente junkie, forçando a barra como um monte de artistas faz por aí.

Se você entrar no youtube, vai encontrar os mais incríveis vídeos desse moço. Em muitos ele aparece meio bebum, dando entrevistas com um senso de humor afiadérrimo, zoando os outros na maior cara-de-pau, e tudo isso é tão verdadeiro que as pessoas simplesmente se identificam – porque todo mundo tem um lado porralôca, não vem que não tem!!

Há cenas sensacionais, como o show em que ele recebeu um bilhete da platéia, de uma menina dizendo que era seu aniversário de 16 anos e que ela nunca tinha sido beijada. Ele desceu no meio da multidão atônita, com guitarra em punho, catou a menina e inaugurou ali mesmo!! Armação? Pode até ser. Mas funciona muito bem!!

No início deste ano, John Mayer foi a estrela principal do Mayercraft Cruise. Isso mesmo – um cruzeiro temático que saiu de Miami lotado de fãs, atraídos pela promessa de shows do ídolo, com sua banda e alguns convidados ilustres.

Mas o que eles tiveram a bordo foi muito mais que isso. Além dos shows noturnos - em duas sessões, pois não cabe todo mundo num auditório de navio – John passou uma das manhãs bebendo na piscina, depois a tarde inteira cantando no deck com violãozinho básico, sem camisa e descabelado como de costume.

Com o sol rachando na cabeça, ele confessou pro povo todo que estava meio de pileque, parou no meio do set pra dar uma mijadinha – ele disse isso ao vivo!!! – e fez todas aquelas palhaçadas que você já viu seu amigo “joselito” fazer no churrasco da faculdade.

E ainda teve mais: em uma das manhãs, ainda bem cedinho, quando a maioria dos fãs devia estar curtindo suas próprias ressacas nas cabines, John Mayer vestiu um maiô igual ao do Borat e fez cooper em volta do navio!

Mas o que é melhor nisso tudo é que eu continuo a ouvir as músicas desse descabelado louco e nenhuma dessas atitudes conseguiu tirar o encanto dos seus versos e solos de guitarra. Acho que é porque uma coisa tem a ver com a outra. John Mayer quer ser John Mayer o tempo inteiro – e consegue fazer isso de um jeito absolutamente encantador!

Este vídeo é o clipe da música Say, que John Mayer compôs para o filme “Antes de Partir” (The Bucket List). Eu ainda não assisti ao filme, mas sei que fala sobre dois doentes terminais que resolvem cumprir uma lista de desejos, fazer tudo o que sempre sonharam, antes que a morte chegue. A música diz tudo!



PS: A segunda viagem do Mayercraft Cruise já está marcada para ano que vem. Vai sair da Califórnia rumo ao México, retornando em 4 dias. É nessas horas que me dá vontade de jogar na loteria, viu? Ai modeuzo!!!

Saúúde!

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Por Maria Fernanda Torres às 10:33
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Santa ignorância, né?
sexta-feira, 20 de junho de 2008


Eu e meu marido pegando onda em Santos, domingo passado.


ELE: - Nossa, parece que estão colocando um toboágua lá no quebra-mar!

EU: - Será? Pode ser um desses brinquedos malucos pro parque.

ELE: - Que parque? Tem parque ali?

EU: - Aquele que eles montam sempre no inverno, pro festival!

ELE: - Ah! É mesmo!


Santa ignorância... O toboágua do parque é, na verdade, a escultura de 80 toneladas em aço, projetada pela artista Tomie Ohtake para comemorar os 100 anos de imigração japonesa no Brasil.

A imensa estrutura vermelha será inaugurada amanhã pelo Príncipe Naruhito em pessoa... Olhem aí o desenho, que louco!

E eu aproveito esse arroubo de legítima "leseira brasileira" para registrar aqui minha admiração por este povo tão delicado e determinado. Quem acorda cedo e assiste ao Bom Dia Brasil pôde acompanhar esta semana a linda série produzida pela jornalista Mariana Godoy, mostrando os japoneses de uma forma extremamente sensível!

A propósito, a artista Tomie Ohtake, fofa e ainda trabalhando em seus 94 anos de vida, disse que a escultura de Santos não terá um nome. A idéia é que cada pessoa a observe e tire suas próprias conclusões...

Bom, pelo menos eu e meu marido já nos adiantamos e tiramos as nossas!!

Banzai!

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Por Maria Fernanda Torres às 13:37
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Ativos ou Passivos?
quarta-feira, 18 de junho de 2008


Existem dois tipos de ouvintes – os ativos e os passivos.

Ok! Conversa esquisita pra essa hora da manhã... Deixa eu me explicar melhor!

Algumas pessoas costumam acompanhar seus artistas favoritos, as tendências de algum estilo, novidades do mercado, etc. Estes são os ouvintes ativos. Quando fulano lança um CD (coisa que está ficando cada vez mais rara hoje em dia!!), o ouvinte ativo compra ou “downlouda”, ouve tudo, comenta os arranjos e as influências em seu blog, passa horas deliberadamente analisando aquela sonoridade.

O ouvinte passivo não tem menos amor pela música. Ele simplesmente precisa de estímulo. Um belo dia está passando um carro na rua com uma música tocando, aquilo mexe com o sujeito e ele sai correndo atrás do carro, porque simplesmente precisa ouvir mais, não pode continuar vivendo sem aquela música. Aí sim ele corre pra internet e digita o trechinho da letra que conseguiu assimilar – entre aspas no São Gugo! – e puf! Encontra sua pedra preciosa no emaranhado do mundo musical! E aí passa horas, dias e noites ouvindo e sentindo aquela sonoridade.

Por ser uma musicista profissional, muita gente poderia pensar que eu me encaixo na primeira catiguria... Mas quem me conhece sabe direitinho que eu sou das mais enlouquecidas ouvintes passivas!! Adoraria ter paciência para ouvir um disco inteiro – e ter uma visão mais analítica sobre este que, afinal de contas, é meu material de trabalho. Mas o fato é que simplesmente não consigo. E por outro lado, sou capaz de fazer loucuras para descobrir a origem de uma música que consegue fazer minha alma vibrar.

Nos tempos pré-Gugo, eu chegava a fazer loucuras mesmo. Uma vez fui assistir no cinema ao filme “Dormindo com o Inimigo”, naquelas tardes bestas com minha mãe no Rio... Ai que saudade!! Quando saímos do filme, minha mãe propôs um lanche, uma passeada pelo shopping, coisas irresistíveis para uma adolescentezinha. Mas eu não queria nada. De uma hora pra outra eu fechei o tempo e só falava em ir embora pra casa.

A viagem de carro foi uma tortura. Não deixei ligar o rádio, respondia tudo com um monossílabo. Entrei em casa aos pulos e me derramei em cima do piano, de onde só saí depois que ela saiu de mim – a trilha sonora do filme!! Eu me emocionei com aquela música e senti que precisava retê-la, nem que fosse só um pedacinho!!

Só de lembrar me dá agonia!! E pensar que hoje isso é tão mais fácil!!

Mas eu escrevi isso tudo pra falar de uma artista só – nada prolixa eu, né? De vez em quando lembro de alguma música que me pescou, como essa trilha sonora, e acabou ficando só no pedacinho mesmo, porque o artista nunca chegou a fazer sucesso no Brasil, ou porque a tarefa de conseguir um disco seria árdua demais. Anos depois, a música simplesmente pisca dentro da minha cabeça e eu corro pra internet pra tentar encontrar minhas pedras preciosas.

Estas buscas costumam render surpresas muito saborosas, como Sara Tavares.

Sempre gostei das cantoras portuguesas. Mesmo sem curtir um bom fado, é inegável o talento das meninas de trás dos montes, com suas vozes choradas e agudas, capazes de emocionar até um tijolo de barro!
Em 2001, a trilha da novela “A Padroeira” me fisgou pelas orelhas, com uma canção quase religiosa, na voz de uma menina portuguesa (com certeza). Imediatamente roubei o CD da minha mãe, que nem reclamou muito, porque a coletânea trazia umas canções pouco comerciais, cantos de escravos, música bem puxada pro africano mesmo.

A música me intrigava, porque aquela voz tinha algo mais. Não era só a beleza das vozes fadistas. E aqui na internet eu desvendei o mistério. Sara Tavares é uma negra linda, portuguesa sim, mas descendente de uma família de Cabo Verde!

Quando ela começou a cantar, seu estilo era mais voltado para as baladas e hinos gospel. Mas a maturidade faz com que busquemos nossa natureza – ficar maduro é como querer voltar ao início, não é? – e ela foi buscar sua mama África, para adocicar ainda mais o seu canto e fazer uma música cheia de amor, misturando o carinho do fado com o tempero crioulo.

Ai que delícia ouvir Sara Tavares e poder dizer isso a ela, por meio do MySpace!!

O primeiro vídeo é da música que me fisgou, na trilha da “Padroeira”. E o segundo é uma apresentação ao vivo em 2007.

Seja você um ouvinte ativo ou passivo, deixe a música te envolver sempre!!

Saúde!




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Por Maria Fernanda Torres às 08:45
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As voltas do mundo
segunda-feira, 16 de junho de 2008


Estou começando esta semana analisando trajetórias. Acho que é porque muitas vezes paro para analisar a minha própria trajetória, de música e de vida. Todo mundo faz isso em um determinado momento, não é? E se não faz, acho que deveria fazer.

Analisar o passado, sem culpas ou ressentimentos, nos faz entender o caminho percorrido. E dá uma sensação de orgulho, principalmente quando você já passou dos trinta e percebe o montão de coisas que já andou fazendo por esta vida - sejam elas obras de arte ou grandes cagadas (com o perdão do termo), pelo menos você já pode dizer que tem ótimas histórias pra contar sobre si mesmo!

Esta semana me assustei com um anúncio no rádio. Fiquei sabendo que a banda The Calling vai tocar aqui em Santos neste próximo fim de semana! Nada contra uma atração internacional tocar aqui, viu? Pra quem não conhece, Santos é uma cidade extremamente rica em cultura e recebe shows e peças de teatro durante o ano inteiro.

Acho que o susto maior foi com o local onde será o show. O Clube dos Portuários – um ginásio caindo aos pedaços, com um camarim nojento, num lugar estranho, sem nenhuma infra-estrutura... E olha que Santos tem excelentes espaços para eventos!

Daí a minha curiosidade se voltou pro The Calling. Lembro da grande ebulição que eles provocaram no início desta década, dando origem a um monte de "bandas-clone", com vocalistas de voz grave e sentimental... Eu sempre achava que todas eram The Calling, até entender que os caras realmente tinham lançado um estilo dentro do rock mundial - e que estavam sendo copiados por todo mundo!!

Mas os anos passaram pra todos nós. E aí eu fui pesquisar pra entender o que esta banda tão famosa - e com músicas que eu realmente acho boas - vai fazer naquele chiqueiro que é o Portuários!!

O que descobri foi que o The Calling original já nem existe mais - desinformada eu, né?! - e que a banda agora é só do vocalista Alex. Ao longo dos últimos anos eles foram brigando, ou simplesmente se desintegrando, pacificamente ou não. Até que em 2005, o The Calling entrou em "pausa" e Alex seguiu em frente na medida do possível, fazendo shows pelo mundo e atuando em prol de algumas boas causas - estratégia que muitos artistas de sucesso relâmpago acabam adotando para não cair de vez no anonimato.

E por falar sucesso relâmpago, outra estrela que despertou minha curiosidade outro dia desses foi a cantora Charlotte Church, considerada a "voz de um anjo" há pouco mais de dez anos, quando surgiu como uma pré-adolescente com timbre de soprano lírico. Vocês devem lembrar da apresentação da novela “Terra Nostra”, em que ela fazia um dueto com Agnaldo Rayol.

Pois é. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir o que aconteceu a ela depois de ser alçada rapidamente ao topo do mundo, chegando até mesmo a cantar para o Papa João Paulo II... Bom, acontece que, passado o frisson, Charlotte voltou à sua vida de adolescente-meio-incoerente. Aos 16 anos já tinha voltado a ser uma ilustre quase-desconhecida e começou a aparecer na mídia não por sua voz, mas pela presença constante nas baladas londrinas, sempre acompanhada de um cigarrinho e algumas doses extras de álcool.

Charlotte curtiu pra valer a sua fase nada angelical, até que a imprensa realmente começou a pegar pesado com seus abusos de conduta. Pra piorar, dois ex-namorados contaram as intimidades que tiveram com ela, com direito a detalhes sórdidos, ajudando a enterrar de vez a reputação de boa menina.

Em meados de 2005, Charlotte começou então a se reerguer da lama. Convidada por um canal de TV na Inglaterra, ela passou a apresentar um programa e engatou namoro com um conhecido jogador de rúgbi. Parou de fumar e rapidamente se engajou em campanhas anti-tabagismo. Enfim, voltou a ser uma boa moça, apesar da reputação manchada, e já tem até uma filha – Ruby, que nasceu no ano passado.

Atualmente a menina que encantou o mundo com sua voz de anjo passa os dias em casa, cuidando da filha e de sua matilha de vira-latas, cozinhando para o maridão e planejando sua volta a TV para daqui uns tempos.



Na internet eu encontrei seu blog, que ela atualizou pessoalmente até quase o fim da gravidez, postando pequenos vídeos onde aparece gordinha e sem nenhuma produção, apresentando os cachorros ou contando sobre sua viagem de férias (com uma toalha na cabeça), enquanto pica legumes na cozinha ao som dos latidos de um dos viralatinhas... Vida normal, gente!! Olha que coisa!


Pois é... O mundo gira depressa demais. Às vezes é preciso parar e olhar, simplesmente, para conseguir entender alguma coisa!!!


Boa semana pra todos!


Saúúúde!!!

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Por Maria Fernanda Torres às 14:28
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Terra Prometida
sexta-feira, 13 de junho de 2008


Esta semana eu tomei vergonha na cara (um pouquinho, pelo menos...) e finalmente gravei minha primeira composição!! Pois é. Com quase 15 anos de idade, Terra Prometida agora pode ser ouvida online, através do Myspace da Clave de Lua!

É uma gravação caseira (tudo tocado e gravado por mim mesma, sim senhor!!) Mas considerando que a única versão existente até o momento era ainda em fita cassete... Afff! Já é um bom começo para uma música que tem uma história tão linda - e que faz parte da minha história com muito orgulho!

E como eu gosto de histórias, aproveitei para contar no blog do Myspace a saga da Terra Prometida - que está copiadinha aqui embaixo pra vocês conhecerem!! Depois é só clicar aqui e ouvir a gravação!

Saúúúde!!!


Um dia Deus.......

... Me mostrou que eu podia compor, além de tocar piano e cantar pelos cotovelos!!
Terra Prometida foi a primeira prova disso. Minha primeira composição, feita de sopetão em uma tarde de 1994. Eu tinha 17 anos e cursava a faculdade de música – e nunca tinha pensado em inventar uma, até descobrir um festival que estava sendo organizado por Tom Jobim para homenagear o Rio de Janeiro.

Motivada por estas duas grandes paixões – Tom e o Rio – me debrucei sobre o piano com papel e lápis. Sofri por algumas horas até conseguir espremer as idéias e definir minha cidade natal em forma de música. E assim nasceu esta bossa novinha em folha, com muitos sonhos pra realizar.

Infelizmente o maestro Tom faleceu naquele ano mesmo, logo que se encerraram as inscrições para o seu tão sonhado Festival Canção do Rio. Pensamos até que o projeto seria abandonado pelo caminho, mas alguns meses depois a equipe da Riotur entrou em contato comigo – Terra Prometida tinha sido escolhida para disputar as semifinais!

Começou então a maratona angustiante de ensaios e etapas classificatórias, realizadas no pequeno teatro do Centro de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça XI. Eu era só uma menina, competindo com nomes já consagrados e egos bastante inflados. Nem me dei conta de que a minha música e o meu jeito de cantar emocionavam as pessoas – e de repente eu estava no palco do Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, de vestido longo e acompanhada por uma enorme torcida organizada, que lotou dois ônibus e encheu a tarde de faixas e camisetas para torcer pela Terra Prometida.

Até hoje me emociono quando lembro de tantos familiares e amigos – gente que veio de outros estados para a final do Canção do Rio. Uma alegria sem tamanho ouvir todo mundo cantando minha música. Tesouro que eu guardo no coração pra sempre!

Terra Prometida ganhou o terceiro prêmio no Festival. Algumas pessoas vaiaram na hora, reclamaram que era injustiça, mas eu estava era feliz da vida com os R$ 2.500,00 do prêmio – dinheiro que eu nunca tinha visto na vida!! – e a perspectiva de gravar minha música em um CD profissional.

Que pena a gravação nunca ter acontecido. Queria poder dar uma cópia do meu CD para cada uma daquelas pessoas que, literalmente, vestiu a camisa e foi ao Arpoador cantar comigo.

Esta gravação que você ouve aqui é bem recente, mas ainda é uma versão caseirinha!!
Resolvi aproveitar este espaço para dividir com vocês minha paixão pelo Rio de janeiro – e agradecer a todos aqueles que mantiveram a Terra Prometida sempre viva, nas festas da família, nas canjas, nos novos arranjos e, principalmente, na alma de cada um!

PS: Terra Prometida guarda em si um grande segredo. Será que o maestro Tom chegou a ouvi-la? Será que ele mesmo a selecionou para o Festival? Acho que nunca vou obter estas respostas. Mas só de pensar que a possibilidade existe, fico ainda mais orgulhosa da minha primeira composição!!

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Por Maria Fernanda Torres às 12:24
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Meus descabelados preferidos - parte 1
terça-feira, 10 de junho de 2008


A música pra mim é uma espécie de trilha sonora da vida.

É como uma árvore que está a beira do caminho por onde eu vou.

Tem dias em que eu passo por todas as árvores sem notá-las. Tem dias em que eu paro pra ficar ali, admirando. E tem ainda aqueles dias em que eu tenho vontade de arrancar todas elas do caminho pra conseguir enxergar o que tem além das folhas.

Acho que estou passando por uma fase destas. Estou arrancando galhos e folhas sem olhar pra trás. Ouvindo tudo ao meu redor, sem distinguir muito bem os sons que vão passando por mim, enquanto eu tento enxergar o horizonte.

Mas algumas músicas me fazem parar. Elas têm espinhos que me arranham, ou flores inacreditáveis, que provocam meus sentidos.

E hoje eu tropecei numa delas. E me lembrei dos meus dois descabelados preferidos, tema que eu prometi tratar aqui no MusiCow!! Na verdade eu pensava em falar nos dois ao mesmo tempo. Mas foi só voltar a escutar as vozes desses meninos pra decidir que cada um deles merece um post gigante!

Afinal, eles têm mesmo poucas coisas em comum. A principal é que não usam pente - ou pelo menos se esforçam bastante para garantir o visual descabelado, tipo cachorro que caiu da mudança, E só de olhar a gente já fica querendo colocar no colo... Aliás, por que será que mulher gosta tanto desses "meninos abandonados", hein? Afff!!

Bom, mas não é disso que estamos falando (hehehehe!!). Dá uma olhadinha nessa foto aí.



Você diria que um cara com essa pinta tem essa voz?





Não meeeesmo, né?

Se você ainda não conhecia, provavelmente levou o mesmo susto que eu.

Um amigo querido me emprestou um DVD desse moço há alguns anos. Ele disse que o som era bom e eu fui assistir, achando que era mais um desses roqueirinhos meio puxados pro "emo".

Mas quando Josh Groban começou a cantar, eu comecei a chorar. E até hoje eu choro, com os espinhos que ele consegue cravar na minha alma... Brega pacarááááí, mas é justamente isso que eu sinto. É o melhor exemplo que conheço de música pra sofrer junto, com motivo ou não.

Hoje esbarrei em Josh Groban no meio da minha fúria musical. E achei que era o dia ideal para falar neste menino descabelado, que tem só 27 anos e é pouco conhecido pelo público brasileiro. Acho que a aparição mais famosa dele foi no seriado Ally Mcbeal, em 2001, quando seu talento foi finalmente reconhecido mundialmente e ele passou a fazer shows pelo mundo inteiro.

Nas últimas cerimônias de Grammy e Oscar ele também marcou presença, cantando com grandes estrelas. Sua voz está nas trilhas sonoras dos filmes A.I. e Closer, além do desenho Expresso Polar.

Ah! E além de talentoso, ele é também caridoso. Faz um monte de concertos beneficentes e ajuda entidades na África. Em seu último aniversário, quando ele completou 27 anos, seus fãs fizeram uma campanha para juntar 27.000 dólares e doar a um abrigo para crianças. A campanha acabou rendendo 45.000 e foi recebida por Josh como seu melhor presente de aniversário.

Bom, eu sou uma pessoa sem muitos ídolos. Nunca fui de colecionar fotos, discos ou qualquer coisa de uma banda ou artista. Mas acho que posso considerar esse menino descabelado um dos meus ídolos sim, porque ele me faz entender o poder da música a cada vez que uma de suas "árvores" aparece pelo meu caminho!!

O outro descabelado também é novinho, americano e o nome também começa com "J". Alguém se habilita?

Beijos procês e saúúúde!!

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Por Maria Fernanda Torres às 13:10
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Música não é só isso!
terça-feira, 3 de junho de 2008


Vejam só o que um amigo querido me enviou por estes dias.
É a prova concreta de que música não é algo tão simples quanto parece!!

Brigada, Zé!! Adorei!!

Cientistas criam a "música mais pedida"

Os cientistas Vitaly Komar, Alex Melamid e David Soldier utilizaram dados de uma pesquisa de opinião que contou com a participação de 500 pessoas para criar a música que mais facilmente agradaria a audiência.

Chamada de "most wanted" (mais quista), esta versão combina elementos que a maior parte dos entrevistados declarou apreciar em uma canção, com temática romântica, instrumentos de sopro e a mudança entre vocais masculinos e femininos, conforme pode ser lido no blog Listening Post, da Wired.

O site Gizmodo, que comparou o esforço a uma paródia do desenho animado South Park, afirmou que a música pode irritar os ouvintes.

Para o Listening Post, a versão é ainda mais perturbadora que a parte anterior do experimento, que tentou unir os elementos que menos agradavam a audiência.

As músicas estão disponíveis em MP3 para download em tinyurl.com/6n8qmj e tinyurl.com/654sba, respectivamente.

E aí? O que vocês acharam?
Eu, particularmente, me interessei mais pela segunda do que pela primeira hehehehe!! Loooouca!!

Saúúúde!!!

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Por Maria Fernanda Torres às 16:42
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